O Brasil está entre os maiores produtores de ovos do mundo e acompanha um mercado global impulsionado por consumo crescente, eficiência produtiva e demanda por proteína acessível.
O ovo é um dos alimentos mais consumidos do planeta. Está no café da manhã, nas receitas caseiras, nas padarias, nos restaurantes, nas compras semanais do supermercado e em uma grande variedade de preparos da indústria alimentícia. Poucos alimentos conseguem reunir tanta versatilidade, praticidade e presença cultural em diferentes partes do mundo.
Essa força aparece nos números. A produção de ovos movimenta milhões de toneladas por ano e envolve países com grandes populações, cadeias produtivas estruturadas e forte demanda interna. China, Índia, Indonésia, Estados Unidos e Brasil estão entre os principais produtores globais, cada um com características próprias de consumo, abastecimento e escala produtiva.
Para o Brasil, estar nesse grupo é um dado importante. O país aparece entre os maiores produtores de ovos do mundo e também registra avanço no consumo interno, o que reforça a relevância do alimento na rotina das famílias e no varejo.
A força mundial da produção de ovos
Dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) apontam que a produção mundial de ovos chegou a 97 milhões de toneladas em 2023. Desse volume, os ovos de galinha representaram cerca de 91 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 94% do total global.
Esse número ajuda a dimensionar a importância do alimento. O ovo participa da segurança alimentar de muitos países, abastece supermercados, movimenta a indústria de alimentos e serve de base para receitas doces e salgadas consumidas todos os dias.
Uma das explicações para essa presença tão ampla está na combinação entre valor nutricional e facilidade de uso. O ovo oferece proteína de boa qualidade, tem preparo rápido, combina com diferentes ingredientes e se adapta tanto à rotina doméstica quanto a setores como panificação, confeitaria, produção de massas, refeições prontas e food service.
Quais são os maiores produtores de ovos do mundo
Uma forma consistente de comparar a produção entre países é observar o volume por peso. O relatório OECD-FAO Agricultural Outlook 2025-2034 apresenta uma média estimada para o período de 2022 a 2024 e coloca o Brasil na 5ª posição mundial.
| Posição | País | Produção média estimada entre 2022 e 2024 |
|---|---|---|
| 1º | China | 35,4 milhões de toneladas |
| 2º | Índia | 6,8 milhões de toneladas |
| 3º | Indonésia | 6,5 milhões de toneladas |
| 4º | Estados Unidos | 5,6 milhões de toneladas |
| 5º | Brasil | 3,6 milhões de toneladas |
| 6º | México | 3,2 milhões de toneladas |
| 7º | Rússia | 2,7 milhões de toneladas |
| 8º | Japão | 2,5 milhões de toneladas |
| 9º | Türkiye | 1,3 milhão de toneladas |
| 10º | Tailândia | 1,1 milhão de toneladas |
A tabela mostra que a produção mundial de ovos é bastante concentrada entre poucos países. A China aparece com ampla vantagem, enquanto Índia, Indonésia e Estados Unidos formam um segundo bloco de grandes produtores. O Brasil vem logo em seguida, consolidado entre os cinco maiores do mundo.

O gráfico acima ajuda a visualizar a diferença de escala entre os países. A liderança chinesa é muito superior à dos demais produtores, resultado de uma combinação entre população numerosa, alto consumo interno e produção em grande escala.
Como se divide a produção entre os cinco maiores
Ao observar apenas os cinco maiores produtores de ovos do mundo, a concentração do mercado fica ainda mais evidente. A China responde pela maior parte do volume produzido dentro desse grupo, enquanto Índia, Indonésia, Estados Unidos e Brasil aparecem na sequência.

Esse recorte mostra que a liderança chinesa não representa apenas uma diferença de posição no ranking. O país tem um volume muito acima dos outros líderes, o que reforça seu peso na cadeia global de alimentos.
Índia e Indonésia se destacam pelo tamanho de seus mercados consumidores e pela demanda crescente por alimentos acessíveis. Os Estados Unidos mantêm posição relevante pela estrutura consolidada da cadeia produtiva, pelo consumo interno e pelo uso dos ovos também na indústria alimentícia.
O Brasil ocupa a 5ª posição entre os maiores produtores, reforçando a importância da avicultura de postura nacional no cenário global.
O que explica a presença do Brasil no ranking
A relevância brasileira no setor está ligada a uma produção de grande escala e fortemente voltada ao consumo interno. Grande parte dos ovos produzidos no país abastece famílias, supermercados, mercados de bairro, atacarejos, padarias, restaurantes e outros negócios de alimentação.
Segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), a produção brasileira chegou a 62,3 bilhões de ovos em 2025. Já o IBGE, por meio da Pesquisa Trimestral da Produção de Ovos de Galinha, registrou 4,95 bilhões de dúzias no mesmo ano, o equivalente a aproximadamente 59,4 bilhões de ovos. A diferença entre os números ocorre porque as fontes usam metodologias diferentes, mas ambas apontam para a mesma direção: o Brasil tem peso expressivo no mercado mundial de ovos.
Esse volume ajuda a explicar por que o ovo é uma categoria tão importante para o varejo. Ele não é um produto de compra eventual. Para muitas famílias, faz parte da lista básica, aparece em diferentes refeições e precisa estar disponível com regularidade nas gôndolas.
O consumo de ovos no Brasil deve superar 300 unidades por habitante
O crescimento da produção acompanha uma mudança clara no comportamento de consumo. Depois de avançar nos últimos anos, o consumo de ovos no Brasil deve superar pela primeira vez a marca de 300 unidades por habitante ao ano. A ABPA projeta para 2026 uma média de 306 ovos por pessoa, reforçando o espaço que o alimento ganhou na rotina dos brasileiros.
Esse dado chama atenção porque mostra uma virada importante no mercado nacional. Em 2025, a estimativa da ABPA era de 288 ovos por habitante, número que já colocava o Brasil em um patamar elevado de consumo. Para 2026, a projeção acima de 300 unidades indica que o ovo deixou de ser apenas um item complementar e passou a ocupar uma presença mais frequente nas refeições.
A alta no consumo tem relação com uma mudança clara na forma como o brasileiro enxerga o ovo. O alimento ganhou espaço por reunir proteína de boa qualidade, preparo rápido, preço competitivo e versatilidade, especialmente em uma rotina em que muitas famílias buscam refeições mais práticas sem abrir mão do valor nutricional.
Também pesou a mudança de percepção sobre o alimento. Depois de anos cercado por dúvidas ligadas ao colesterol, o ovo voltou a ser visto com mais naturalidade dentro de uma alimentação equilibrada. A valorização de hábitos ligados à saúde, à manutenção de massa muscular, ao envelhecimento com mais qualidade e às dietas com maior presença de proteína ajudou a reforçar esse movimento.
Para supermercados e mercados, esse movimento reforça a importância da categoria. Quanto maior o consumo, maior também a necessidade de planejamento no abastecimento, atenção ao giro, cuidado com a exposição e parceria com fornecedores capazes de entregar ovos frescos com regularidade.
O que esse cenário representa para supermercados e mercados
O ranking dos maiores produtores de ovos do mundo mostra a força global do alimento, mas também ajuda a entender um ponto importante para o varejo: ovos exigem planejamento. Por ser uma categoria de alto giro, a falta do produto na gôndola pode representar perda imediata de venda.
O consumidor que procura ovos normalmente já tem uma finalidade em mente. Pode ser uma receita, o café da manhã da semana, uma sobremesa, uma marmita ou uma refeição rápida. Quando não encontra o produto, a experiência de compra é prejudicada e o supermercado perde uma oportunidade.
Trabalhar bem a categoria exige equilíbrio. É preciso manter abastecimento regular, evitar excesso de estoque, cuidar da exposição, observar validade, preservar a integridade das embalagens e contar com fornecedores capazes de entregar com frequência.
Nesse ponto, o frescor tem papel importante. Quanto menor o caminho entre produção, entrega e venda, maior tende a ser a percepção de qualidade para o consumidor. Para o supermercado, uma cadeia eficiente ajuda a manter a gôndola abastecida, reduz rupturas e fortalece a confiança na categoria.
Granja São José: tradição e confiança no fornecimento de ovos
O crescimento da produção mundial mostra a força de um alimento presente na rotina de milhões de pessoas. No Brasil, esse movimento ganha ainda mais relevância com o aumento do consumo e com a posição do país entre os principais produtores globais.
A Granja São José faz parte desse cenário com tradição, experiência e compromisso com qualidade. Desde 1958, a empresa trabalha com foco em ovos frescos, fornecimento confiável e atendimento próximo ao varejo, ajudando supermercados e mercados a manterem uma categoria de alto giro bem abastecida.
Para o consumidor, essa regularidade significa mais confiança na hora da compra. Para o varejo, representa contar com uma granja que entende a importância do frescor, da entrega eficiente e da relação direta no abastecimento.






